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terça-feira, 25 de outubro de 2011

uma criança com o meu olhar

Posso me ver naquela menina,
Enxergo-me, límpida, ao olhá-la.
É como se possuíssemos almas substancialmente parecidas;

Ou talvez ela apenas viva uma vida que eu queria,
Ou queira;
Ou ela viva uma vida que, era, a minha.

Eu a vejo com um amor,
Um amor que eu queria.
Ou queira.
Ou tivesse conhecido.

Ela é tão inocente, tão pura de coração.
Eu vejo através da janela de sua alma.
Eu me vejo naquela menina.

Olho aquela linda barriga,
Que abriga;
Uma prova do amor.

Me vejo em cada cachinho daqueles cabelos.
E me vejo naquela verdade de ser;
No ser o que se é.
Em assumir-se.

Vejo-me naquela alegria que ela tem de viver;
Quimera,
Aquela que um dia houve em mim.

Ela carrega no sorriso,
E na despreocupação de ser,
A felicidade que ela tem.
A felicidade que preenche seu coração.

Ela vai ter uma criança.
Ela é uma criança.
Ela, é amada.


                                                                                                                                   "Para minha menina 26"

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