quarta-feira, 25 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Escrevi pra ver se assim conseguia chorar, botar pra fora
Eu me sinto no chão. Não, eu não me sinto em lugar nenhum. O solo seria muito pra mim, nele eu me sentiria integrada, me sentiria fazendo parte de alguma coisa. Agora eu não me sinto nada, não me sinto integrada nem ao vazio. Eu me sinto podre. Eu me sinto só. Mais só, mais vazia, mais podre, e mais nada do que nunca. Nem mesmo nos momentos mais difíceis da minha vida me senti assim.
Onde foi que eu perdi o ritmo? Onde foi que eu deixei tudo que eu acreditava? Onde foi que eu me perdi, pelo amor de Deus, eu me preciso de volta. Eu já não consigo mais assim. Onde foi, nesse terreno íngreme e disforme que dentre tantos tropeços ouve um do qual eu não consegui mais me levantar? Eu preciso voltar lá. Preciso parar de rastejar.
Eu não me vejo mais como algo pra ninguém. Eu não me vejo como ninguém. Eu... ?
Eu que sempre tive com quem contar, sempre achei que alguém, alguma alma dessas tantas que existem no mundo me amasse, agora me sinto absolutamente sem amor. Me sinto incapaz de despertar qualquer sentimento bom em alguém.
Eu não tenho ninguém com quem eu possa contar agora. Ninguém que vá me ouvir, ninguém que vá me entender.
Que solidão é essa?
Eu errei, e foram tantos erros que eu nem sei como consertar. Eu estou no lugar errado. Aleatória. Avulsa. Sozinha. E eu não consigo me adequar. Eu só queria saber onde estou errando... Era pra tudo estar perfeito, como há 3 dias atrás, e agora... E agora?
-
PS. Algo que você escreve neste estado não pode sair bom, perdoem-me.
Onde foi que eu perdi o ritmo? Onde foi que eu deixei tudo que eu acreditava? Onde foi que eu me perdi, pelo amor de Deus, eu me preciso de volta. Eu já não consigo mais assim. Onde foi, nesse terreno íngreme e disforme que dentre tantos tropeços ouve um do qual eu não consegui mais me levantar? Eu preciso voltar lá. Preciso parar de rastejar.
Eu não me vejo mais como algo pra ninguém. Eu não me vejo como ninguém. Eu... ?
Eu que sempre tive com quem contar, sempre achei que alguém, alguma alma dessas tantas que existem no mundo me amasse, agora me sinto absolutamente sem amor. Me sinto incapaz de despertar qualquer sentimento bom em alguém.
Eu não tenho ninguém com quem eu possa contar agora. Ninguém que vá me ouvir, ninguém que vá me entender.
Que solidão é essa?
Eu errei, e foram tantos erros que eu nem sei como consertar. Eu estou no lugar errado. Aleatória. Avulsa. Sozinha. E eu não consigo me adequar. Eu só queria saber onde estou errando... Era pra tudo estar perfeito, como há 3 dias atrás, e agora... E agora?
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PS. Algo que você escreve neste estado não pode sair bom, perdoem-me.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
some trip

Sentados em roda, perninhas de índio, olhavam o céu, imaginavam formas nas nuvens. Riam como se nenhum dos acontecimentos da vida os pudessem atingir. Brincavam no parque, faziam contato com a natureza. Eram crianças, faziam fumaça com seu novo brinquedo. E riam. E pensavam pensamentos que se perdem com o passar do momento, fugazes, imediatos. Era a infância. Quem é que se lembra o que se pensa quando ainda não se passou da idade dos cinco?
Faziam o caminho de volta pra casa, brincavam de quem chega primeiro, corriam para não ser a mulher do padre, trapaceavam, gritavam de medo, como se um monstro pudesse se esconder em algum lugar - e podia, mas eram inocentes demais naquele momento para temer riscos reais - e riam.
Mas ao chegarem na cidade, ao pisarem no asfalto, ao serem iluminados pelas luzes dos postes, sobriedade lhes era cobrada. Voltavam à si, ou pelo menos, ao que foi feito deles. Seus passos eram sincronizados, suas bocas fechadas, eram quase máquinas. Agiam conforme lhes era requerido, agiam como adultos. E suas sombras de fato se alongavam, como se há muito tempo já tivessem deixado de ser criança. E seguiam, como a sociedade em que viviam lhes exigia... Voltavam para suas rotinas, deixavam de lado sua liberdade, prendiam-se, controlavam-se, mediam seus atos para não fazer o que tinham vontade ou o que, supostamente, não deviam. Mas enquanto andavam rumo ao que nos consome e nos devora, deliciavam-se com as lembranças de um momento incrível, que passava, e não deveria ser lembrado.
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PS. A imagem complementa o texto, embora queiram dizer coisas diferentes. Ela adiciona algo de suma importância que não foi dito.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Afluência de boas energias
São sentimentos bons em excesso, sentimentos que não tomam forma, sentimentos que não viram palavra, não viram ação. Sentimentos daqueles que ficam presos à garganta, acumulam, lotam o espaço e saem pelos olhos. Não em forma úmida, não... Já não há mais nada de ruim aqui nesse espaço, não cabe, porque é muita coisa boa, e polar não se mistura à apolar. Na verdade saem pelos olhos em forma de luz, luz brilhante que cintila ao encontrar o olhar que a faz amar. Tem tanta coisa boa presa aqui dentro, coisa boa que não tem à quem se entregar, sentimentos bons que não sabem onde podem ser despejados.
Isso às vezes agita o corpo. Inquieta a alma, uma inquietação gostosa, se é que se pode defini-la. Uma inquietação de ansiedade por momentos bons. Uma inquietação por luz, alegria, liberação de energia. A luz já não é mais suportada pelo corpo e quer se exteriorizar, quer se juntar ao chão, ao ar, as plantas, a outros corpos. A luz quer iluminar a escuridão do mundo. Quer encher de amor corações vazios. Quer fazer dançar pés cansados. Quer abrir sorrisos. Quer promover abraços. A luz quer conquistar o mundo. Quer ver belas paisagens, quer se sentir parte de um todo, se juntar ao cosmos, e voltar ainda mais reluzente, e aquietar essa alma pronta e atrasada pra viver!
Isso às vezes agita o corpo. Inquieta a alma, uma inquietação gostosa, se é que se pode defini-la. Uma inquietação de ansiedade por momentos bons. Uma inquietação por luz, alegria, liberação de energia. A luz já não é mais suportada pelo corpo e quer se exteriorizar, quer se juntar ao chão, ao ar, as plantas, a outros corpos. A luz quer iluminar a escuridão do mundo. Quer encher de amor corações vazios. Quer fazer dançar pés cansados. Quer abrir sorrisos. Quer promover abraços. A luz quer conquistar o mundo. Quer ver belas paisagens, quer se sentir parte de um todo, se juntar ao cosmos, e voltar ainda mais reluzente, e aquietar essa alma pronta e atrasada pra viver!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Eu já disse tudo que tinha pra dizer. Eu já não tenho mais reclamações, desconsolos ou declarações à fazer. O tempo se encarregou de amenizar tudo aqui dentro. Agora eu só tenho impaciência. O tempo já mudou e apagou tantas coisas, só não quero que ele leve consigo até a última faísca...
Então venha amor, reescrever o "eu te amo" que escreveu na janela do meu corredor mas que o tempo já apagou. Venha, que a tintura nova está fresca. Vem que eu já não posso mais esperar.
Então venha amor, reescrever o "eu te amo" que escreveu na janela do meu corredor mas que o tempo já apagou. Venha, que a tintura nova está fresca. Vem que eu já não posso mais esperar.
Às vezes a gente sabe que não é amor. Não. Nem paixão. Às vezes não é nada.
Às vezes a gente só quer ter carinho, dar carinho, a gente só precisa se apegar. Às vezes a gente só precisa olhar pro lado e ver que tem alguém ali, sabe?
Mas às vezes dá medo, dá medo de se acomodar de novo, dá medo de começar a gostar, dá medo de querer estar mais perto. Dá medo até de não querer largar.
Tem gente que tem o poder de preencher um momento com sua simples presença, preencher à ponto de que, ao tê-la ali, você só à tem, e não pensa em mais nada.
É assim, toda vez que ele chega, de todas as pouquíssimas vezes que chegou. Ele não tem nada de especial, não tem nada que eu goste em específico, ou que me chame atenção e que me faça amá-lo só de olhar. Eu vejo nele defeitos que abomino, e que não são superpostos por qualidades, ele não faz questão. Não é, nem quer ser o meu tipo. O meu príncipe. O dono da minha admiração. Mas tem aquele abraço que dá vontade de se abrigar pra sempre. E aquele beijo que não dá vontade de desencostar os lábios nunca mais. E meu cigarro preferido foi substituído pelo que lembra o gosto do seu beijo, porque ele está longe, e eu gosto de me deleitar em lembranças durante o chá. Lembranças são como curtas em preto e branco, particulares. Seu beijo tem gosto de tabaco, tostado. Gosto rançoso, como diria minha avó. Mas podia ter gosto de qualquer outra coisa, eu ainda iria gostar.
Sabe, quiçá seja só carência.
E eu nem gosto dele. Mas eu adoro estar com ele, então que ele fique aqui, por perto. Porque nem toda boa história é feita de amor.
Às vezes a gente só quer ter carinho, dar carinho, a gente só precisa se apegar. Às vezes a gente só precisa olhar pro lado e ver que tem alguém ali, sabe?
Mas às vezes dá medo, dá medo de se acomodar de novo, dá medo de começar a gostar, dá medo de querer estar mais perto. Dá medo até de não querer largar.
Tem gente que tem o poder de preencher um momento com sua simples presença, preencher à ponto de que, ao tê-la ali, você só à tem, e não pensa em mais nada.
É assim, toda vez que ele chega, de todas as pouquíssimas vezes que chegou. Ele não tem nada de especial, não tem nada que eu goste em específico, ou que me chame atenção e que me faça amá-lo só de olhar. Eu vejo nele defeitos que abomino, e que não são superpostos por qualidades, ele não faz questão. Não é, nem quer ser o meu tipo. O meu príncipe. O dono da minha admiração. Mas tem aquele abraço que dá vontade de se abrigar pra sempre. E aquele beijo que não dá vontade de desencostar os lábios nunca mais. E meu cigarro preferido foi substituído pelo que lembra o gosto do seu beijo, porque ele está longe, e eu gosto de me deleitar em lembranças durante o chá. Lembranças são como curtas em preto e branco, particulares. Seu beijo tem gosto de tabaco, tostado. Gosto rançoso, como diria minha avó. Mas podia ter gosto de qualquer outra coisa, eu ainda iria gostar.
Sabe, quiçá seja só carência.
E eu nem gosto dele. Mas eu adoro estar com ele, então que ele fique aqui, por perto. Porque nem toda boa história é feita de amor.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Só o fiz
O barulho de um grilo solitário
em seu cantinho solitário
em algum lugar de um mundo solitário
em um universo solitário
E eu penso no silêncio que faz.
E eu me questiono,
ele sabe o por que de sua guizalha?
Ou o faz, por puro e simples dever?
Todas as noites, sem cessar?
E o agrada cantar?
Tritinar?
A solidão de um cigarro,
uma xícara de café frio,
uma janela,
o zunido do gerador do prédio vizinho,
de um grilo,
o barulho do silêncio da cidade adormecida.
De cada luz apagada.
Canto a minha canção silenciosa,
de uma mente em descanso
que nunca pára seu guizalho.
É vazio. Amplo. Inatingível.
A gente deve e faz,
faz porque gosta,
faz por puro dever.
Todas as noites, sem cessar.
E nos agrada?
Mas todas noites eu penso,
porque é quase calmo,
as idéias quase fluem
sem se cruzar,
se embaraçar,
se perder,
sem perceber...
Quantas vezes não pensei,
e esqueci.
E quando deveria pensar
e pensei demais,
findei por não pensar,
só senti.
Às vezes a gente nem sabe o que pensa.
Só o faz.
em seu cantinho solitário
em algum lugar de um mundo solitário
em um universo solitário
E eu penso no silêncio que faz.
E eu me questiono,
ele sabe o por que de sua guizalha?
Ou o faz, por puro e simples dever?
Todas as noites, sem cessar?
E o agrada cantar?
Tritinar?
A solidão de um cigarro,
uma xícara de café frio,
uma janela,
o zunido do gerador do prédio vizinho,
de um grilo,
o barulho do silêncio da cidade adormecida.
De cada luz apagada.
Canto a minha canção silenciosa,
de uma mente em descanso
que nunca pára seu guizalho.
É vazio. Amplo. Inatingível.
A gente deve e faz,
faz porque gosta,
faz por puro dever.
Todas as noites, sem cessar.
E nos agrada?
Mas todas noites eu penso,
porque é quase calmo,
as idéias quase fluem
sem se cruzar,
se embaraçar,
se perder,
sem perceber...
Quantas vezes não pensei,
e esqueci.
E quando deveria pensar
e pensei demais,
findei por não pensar,
só senti.
Às vezes a gente nem sabe o que pensa.
Só o faz.
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