Eu tenho pensado tanto, tenho imaginado tantas justificativas para o que você tem feito sobre nós. Eu já imaginei tantas coisas. Já tive várias certezas durante apenas um dia, e são essas incertezas, o imaginar e o nunca saber que me torturam, dia após dia.
Tenho tantos escritos, tantos pensamentos concretizados, mas você tem tido tantas ações contraditórias que eles perdem o valor assim que escritos.
Eu tenho te amado tanto, e sentido tanta dor por isso.
Tenho te odiado tanto, e sentido tanto horror por isso.
Sabe, às vezes encaro certas situações com naturalidade, mas quando paro para analizá-las, quando paro tudo, e tento compreender o que tem acontecido mais uma vez, eu vejo o absurdo que estamos vivendo. Nada do que estamos deixando acontecer faz sentido. Eu não consigo aceitar essa escolha que você fez e mantém, você nunca parou para pensar no que está fazendo conosco?
Eu tenho pensado tanto sobre nós, que chego à beira da loucura, quase todos os dias. Os fatos se confundem, eu penso muito e no fim não sei nem o que pensar.
Eu tenho tanto à dizer sobre nós. Mas eu não tenho coragem... Eu não sei se...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
"Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro… Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é."
sábado, 5 de março de 2011
Metamorphose
Eu te amo, amo mais do que imaginei que pudesse. E você me amou o suficiente para me fazer sentir a pessoa mais amada do mundo. Você fez quem sou hoje, obrigada por ter me tornado alguém nimiamente melhor.
1º de março;
Eu tenho um grande motivo para voltar (*o* postando novamente após anos de abstenção). É que repentinamente me dei conta de que havia aprendido algo com você. Algo de suma importância. Que pensei que provavelmente demoraria um certo tempo para descobrir, mas não um tempo qualquer... Não um ou dois meses, nem um ou dois anos... Sempre julguei que levaria bem mais tempo que isso para compreender algo que se julga tão complexo e indefinível.
Mas eu pude compreender, assim como fui capaz de compreender tantas outras coisas em sua companhia. E não levou tanto tempo quanto eu julguei que levaria... Foi tão rápido que mal parece fazer um ano, passou na cronologia da minha vida como à velocidade da luz, mas foi tempo suficiente para vivenciar inúmeras coisas, descobrir tantas outras, aprender mais do que eu aprendi nos meus outros 15 anos de vida.
Eu aprendi com você o que é amar. Eu pude testemunhar a imensidão que existe entre a paixão e o amor. São coisas tão relacionadas e ao mesmo tempo tão distintas. Eu posso sentir.
Isso que sinto é simples, puro e sem interesse. Eu não sei se você me ama, e nem preciso saber para ter essa certeza de que eu te amo, e te amo independentemente da reciprocidade deste sentimento. Te amo e te amarei mesmo ao te ver com outra pessoa, porque embora eu te queira ao meu lado, meu sentimento não é egoísta, e furioso. Ele é paciente, singelo, verdadeiro e indelével.
Mas eu pude compreender, assim como fui capaz de compreender tantas outras coisas em sua companhia. E não levou tanto tempo quanto eu julguei que levaria... Foi tão rápido que mal parece fazer um ano, passou na cronologia da minha vida como à velocidade da luz, mas foi tempo suficiente para vivenciar inúmeras coisas, descobrir tantas outras, aprender mais do que eu aprendi nos meus outros 15 anos de vida.
Eu aprendi com você o que é amar. Eu pude testemunhar a imensidão que existe entre a paixão e o amor. São coisas tão relacionadas e ao mesmo tempo tão distintas. Eu posso sentir.
Isso que sinto é simples, puro e sem interesse. Eu não sei se você me ama, e nem preciso saber para ter essa certeza de que eu te amo, e te amo independentemente da reciprocidade deste sentimento. Te amo e te amarei mesmo ao te ver com outra pessoa, porque embora eu te queira ao meu lado, meu sentimento não é egoísta, e furioso. Ele é paciente, singelo, verdadeiro e indelével.
domingo, 28 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
...
Tudo que viceja também pode agonizar, perder seu brilho em poucas semanas, e não podemos evitar que a vida trabalhe com o seu relógio invisível, tirando o tempo de tudo que é perecível e levando com o vento tudo o que nunca sai de um coração marcado. Aos poucos, engenhosamente, a vida nos vai arrancando as coisas... De grão em grão; perdemos papéis, objetos adorados, fotos significativas, amigos... e amores. É singela, sorrateira e letal, sem tempo para tentar voltar, você se encontra sem algo tão importante, que repentinamente se desloca para um status de menor importância, e menor, e menor... Até já não mais machucar a sua perda. Mas as lembranças... Essas tempo nenhum leva, vento nenhum acompanha, essas chegam e ficam, são inatas, verdadeiras, eternas.
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